Aprendendo TDD! Escrevendo testes unitários

Você provavelmente já jogou o jogo da velha antes, então deve conhecer bem as regras e condições de vitórias. Então vamos usar esse conhecimento para exercitar a escrita de testes!

Testando entrada e saída

Vamos começar com um exemplo simples, queremos testar a entrada e saída do quadro do jogo da velha. Para isso crie um diretório para nosso projetinho e dentro dele adicione uma pasta lib e outra pasta test.

Vamos começar criando o quadro, ele vai receber o caractere do jogador e a posição x e y no qual a jogada foi feita. Para isso coloque o código a seguir dentro do arquivo lib/quadro.rb:

class Quadro
  attr_reader :posicoes

  def initialize()
    @posicoes = []
  end
def executar_jogada(caractere, posicao_x, posicao_y)
    @posicoes[posicao_x] ||= []
    @posicoes[posicao_x][posicao_y] = caractere
  end
end

Para testar esse método, podemos criar uma nova instância de um quadro, chamar o método para fazer a jogada e ao fim verificar se a posição passada foi preenchida com o caractere passado.

Crie os seguintes testes no arquivo test/quadro_test.rb:

require 'minitest/autorun'
require 'minitest/spec'
require_relative '../lib/quadro.rb'

describe Quadro do
  it "realiza jogada na posicao especificada" do
    quadro = Quadro.new
    quadro.executar_jogada('x', 1, 1)
    quadro.posicoes[1][1].must_equal 'x'
  end
end

Para executar os nossos testes, vá para a raiz do diretório e execute:


ruby test/quadro_test.rb

O que tem em um teste

Apesar de simples, o exemplo acima demonstra muito bem o esqueleto que todo teste segue: 1) preparar os dados 2) executar a ação e 3) verificar os resultados.

Ao preparar os dados buscamos garantir tudo o que é necessário para o teste ser executado, sem depender de mais nada. Aqui vamos instanciar novos objetos, configurar dublês (mocks) e qualquer outra informação para exercitar o código.

Na etapa de ação vamos executar o código sob testes, utilizando o mínimo de código possível. É importante que a execução seja apenas uma linha pois queremos que os testes sejam focados em apenas uma ação, assim ao falharem sabemos o motivo.

Na última parte, queremos garantir que os resultados esperados com a ação foram obtidos. Além disso, caso o teste não passe, também temos que deixar claro o que causou a falha.

O que testar?

No exemplo anterior fizemos o conhecido “caminho feliz” que é um cenário onde não consideramos erros ou problemas que possam acontecer. O aconteceria caso o jogador escolha uma posição fora do quadro?

Agora que sabemos como o código funciona podemos escrever o teste primeiro, garantindo que uma exceção será lançada ao fazer uma jogada fora do quadro.

describe Quadro do
  it "lanca excecao se a jogada for numa posicao invalida" do
    quadro = Quadro.new
    assert_raises JogadaInvalidaException do
      quadro.executar_jogada('x', 3, 3)
    end
  end
end

Agora podemos implementar o código que fará com que esse teste passe. Basta validar a posição x e y passadas como entrada e lançar a exceção caso ela seja inválida.

class Quadro
  attr_reader :posicoes

  def initialize()
    @posicoes = []
  end
def executar_jogada(caractere, posicao_x, posicao_y)
    raise JogadaInvalidaException if posicao_x >= 3 || posicao_y >= 3
@posicoes[posicao_x] ||= [] @posicoes[posicao_x][posicao_y] = caractere
end
end

Com isso garantimos não só que o nosso código funciona como esperado, mas também que outros desenvolvedores tenham uma especificação detalhada de como ele funciona. Quem lê os testes sabe que deve tratar a exceção e quando ela será lançada.

Agora, pense em quais outros cenários podemos cobrir. Consegue ver outros cenários de jogadas inválidas? Tente escrever os testes primeiro e depois a implementação.

Nos próximos posts vamos abordar alguns aspectos mais avançados de testes e continuar construindo nosso jogo da velha guiando o desenvolvimento através de testes.

Se você está gostando da série Aprendendo TDD! compartilhe com amigos e colegas que também querem aprender a utilizar esta técnica. Tem alguma dúvida, sugestão ou comentário? Use o espaço no blog ou me procure no twitter em @marcosbrizeno.

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